
Musa exigente
A Poesia
rejeita minhas mágoas
e despreza meus sonhos.
Ignora o relato de encontros,
fascínios e desenlaces,
e esquece a cadeia das horas
que desbotam, se monótonas.
Talvez queira que as memórias
se apaguem qual rio seco,
ou quem sabe reavivá-las
em pedras, maçãs e teias.
Não quer as queixas, mas a dor.
Não quer as certezas, mas o assombro.
Não quer a timidez, mas a ousadia.
Não quer a anemia, mas a fúria.
A Poesia quer é meu sangue,
e sangue pagão. .
Um comentário:
Gosto muito deste poema.
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