6.12.08

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Musa exigente

A Poesia

rejeita minhas mágoas
e despreza meus sonhos.
Ignora o relato de encontros,
fascínios e desenlaces,
e esquece a cadeia das horas
que desbotam, se monótonas.

Talvez queira que as memórias
se apaguem qual rio seco,
ou quem sabe reavivá-las
em pedras, maçãs e teias.

Não quer as queixas, mas a dor.
Não quer as certezas, mas o assombro.
Não quer a timidez, mas a ousadia.
Não quer a anemia, mas a fúria.

A Poesia quer é meu sangue,
e sangue pagão.
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Um comentário:

Helena disse...

Gosto muito deste poema.